Porventura, Deus não está na altura dos céus? Olha para a altura das estrelas; quão elevadas estão! (Jó 22:12 ARC)
Chegava ao fim outro dia estressante e exaustivo. A frustração e a fatiga pairavam sobre mim como uma nuvem alimentada pela minha irritação com meu computador, além de uma dúzia de outras perturbações cotidianas. Minha mãe sempre diz que “a natureza relaxa os nervos”
Movida, talvez, por uma determinação subconsciente de ser tocada pela “mágica da natureza”, olhei para o céu negro. O fim de tarde fora tão nublado que eu não esperava ver nenhuma estrela, mas, para minha surpresa, lá estava uma estrelinha branca piscando para mim. Era o único astro visível, mas brilhava intensamente e parecia se regozijar por eu a ter notado.
Enquanto admirava a estrelinha branca, fui lembrada das linhas iniciais do Salmo 19: “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos. Um dia fala disso a outro dia; uma noite o revela a outra noite.” Talvez, a seu próprio jeito, os céus narrem a história do amor no nosso Deus, “que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos”
Fiquei ali parada por um tempo, olhando para a singeleza da cena rica em conteúdo e beleza, para aquela luz solitária em meio a densas trevas. E assim é o amor de Deus, concluí satisfeita. Nada pode apagá-lo. Está sempre lá, esperando para atravessar a nebulosidade e brilhar em nossas vidas. Sei agora como a natureza aplaca os nervos: encanta com suas belezas e nos traz os sussurros do mais verdadeiro dos amantes e seu eterno amor. [1]
E tu estavas dentro de mim, mais profundo do que o que em mim existe de mais íntimo, e mais elevado do que o que em mim existe de mais alto. - Santo Agostinho
[1] Contato A estrelinha branca