Um coração compreensivo
Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. (1 Pedro 5:3 ARC)
O escritor romano Tertuliano (c.160 – c. 225), ao se referir à Igreja Primitiva, relatou que os pagãos costumavam exclamar: “Vejam como eles amam uns aos outros!” Certamente, o interesse e desvelo entre os cristãos se tornavam visíveis em suas ações, atitudes e palavras.
Aparentemente, tal era seu talento para entender e animar os outros, que José, um dos primeiros convertidos, foi cognominado Barnabé. Ele demonstrou seu valor e sensatez quando foi um dos primeiros a confiar em Paulo após a dramática conversão deste.
O próprio Jesus foi um grande exemplo de alguém que encorajou e inspirou os outros a crescer. Foi generoso ao elogiar Natanael e deu a Simão uma nova identidade, ao chamá-lo de "Rocha". Apesar da impetuosidade, fraqueza e erros do apóstolo, Jesus lhe confiou a missão de cuidar de Seus seguidores.
Nós, seguidores de Jesus, somos chamados para tentar viver como Ele, isto é, trazer à tona o que as pessoas têm de bom, fortalecê-las, acreditar nelas. Qualquer um pode ser fonte de ânimo. Isso não requer dinheiro, capacidade intelectual extraordinária nem talentos especiais. Na verdade, isso é uma dádiva em si. É preciso apenas ter um coração que se importa pelos outros e ser compreensivo. [1]
O verdadeiro amigo conhece as suas fraquezas, mas salienta os seus pontos fortes; percebe os seus temores, mas fortalece a sua fé; vê suas ansiedades, mas alivia o seu espírito; reconhece suas incapacidades, mas enfatiza suas possibilidades. - William Ward (1921–1994)
[1] Contato Construir e fortalecer