Um sentimento de vazio
Vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? (Isaías 55:1-2)
A lembrança ainda é bem viva: com vinte e poucos anos, sentado na confortável sala de estar da minha casa de classe média alta, senti dentro de mim um vazio e uma inquietação que nenhum dos luxos ou tecnologias ao meu redor poderia aliviar. Naquele momento, senti a poderosa verdade de que as coisas materiais não satisfazem totalmente nem nos dão felicidade. Percebi que o nosso espírito nunca ficará satisfeito até que esteja em união com o grande e amoroso Espírito que o criou.
Tomás de Kempis (1380-1471) disse que “a felicidade do homem não consiste na abundância dos bens deste mundo, pois uma porção modesta é o suficiente”. Aprendi que ter muitos bens me impede de desfrutar plenamente o que tenho e que os prazeres mais simples da vida não custam muito e nos proporcionam a maior felicidade.
Fomos criados como seres eternos; é por isso que a temporalidade do materialismo nos deixa com um sentimento de vazio.
O maior e mais precioso bem que podemos ter é a vida eterna por meio da fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus. Só Deus pode satisfazer a sede e a fome de nossos espíritos. Criou-nos com um espaço em nossos corações que só Ele pode preencher. Encontraremos a felicidade interior que buscamos na medida em que aprofundarmos nossa relação com Ele.[1]
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Você nos fez para Si mesmo e nossos corações não encontram paz até que eles descansem em Você. - Santo Agostinho
[1] Contato Menos é melhor